Mixossarcoma cutâneo em cão: Relato de caso

Autores

  • Suélen Dalegrave Pontífica Universidade Católica de Paraná - Campus Toledo

DOI:

https://doi.org/10.31533/pubvet.v15n07a855.1-5

Palavras-chave:

Histopatologia, mixossarcoma, recidivas, sarcoma de tecidos moles

Resumo

O mixossarcoma (MXS) é classificado como uma neoplasia rara, como grande parte dos Sarcomas de Tecidos Moles (STM), se manifesta como um tumor de caráter invasivo, com margem mal definida, baixo potencial metastático e crescimento lento. Acomete animais de meia idade a idosos, sem predileção sexual, e devido à pouca resposta aos protocolos quimioterápicos, o tratamento de eleição é a remoção cirúrgica. O objetivo foi relatar o atendimento de uma cadela idosa com diagnóstico de mixossarcoma de pele. O animal foi encaminhado para consulta apresentando aumento de volume na região cervical cranial. No exame físico apresentou massa com consistência mole, aderida em região tóraco-esternal. A paciente foi submetida a citologia e procedimento de exérese de neoplasia cutânea. Como protocolo terapêutico, foi prescrito anti-inflamatório, antibiótico e medicação para controle de dor. O caso apresentou duas recidivas em um período de 61 dias após a primeira cirurgia, com a realização da retirada cirúrgica em três momentos. No segundo procedimento, o tutor aceitou encaminhar material para histopatologia, confirmando diagnóstico de mixossarcoma. No terceiro procedimento cirúrgico para exérese de material neoplásico cutâneo recidivante, animal veio a óbito. Este trabalho demonstra a importância do diagnóstico precoce, por meio de exame histopatológico e assim uma conduta terapêutica precoce com uma ampla margem cirúrgica.

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Publicado

15-06-2021

Edição

Seção

Medicina veterinária

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