Perfil clínico e laboratorial da intoxicação canina por Ricinus communis: Relato de dois caso

Autores

  • Fabio Baltazar Hospital Veterinário Pet Care, São Paulo
  • Mariana Haddad Capellanes Hospital Veterinário Pet Care, São Paulo, SP
  • Kimberly K. R. da Costa Faculdades Metropolitanas Unidas, UniFMU, São Paulo
  • Carla Alice Berl Diretoria Clínica, Hospital Veterinário Pet Care, São Paulo, SP, Brasil

DOI:

https://doi.org/10.31533/pubvet.v12n12a240.1-8

Palavras-chave:

intoxicaçãoricina, cães, ricina,

Resumo

As intoxicações por Ricinus communis encontram-se amplamente descritas em medicina humana e veterinária, ocasionando manifestações clínicas de intensidade distinta entre as espécies, na dependência da suscetibilidade individual, da quantidade ingerida e das partes ou subprodutos relacionados à planta ingeridos, como o adubo denominado torta de mamona. Os sinais e sintomas comumente observados nos pacientes intoxicados incluem principalmente manifestações gastrointestinais, porém há possibilidade de envolvimento do sistema circulatório nos quadros mais graves. O presente relato descreve dois animais da espécie canina (aqui denominados “paciente 1”, da raça golden retriever, e “paciente 2”, sem raça definida), admitidos no ambulatório do Hospital Veterinário Pet Care apresentando êmese e prostração após terem ingerido torta de mamona, durante a adubação do jardim domiciliar dos tutores. Ambos os animais permaneceram internados para terapia suporte sintomáticos intravenosos e foram submetidos à hematologia, bioquímica sérica completa, ultrassonografia abdominal, dosagem de lipase específica pancreática (SPEC), além de tempo de protrombina e de tromboplastina parcial ativada apenas para o cão que apresentou sinais sugestivos de pancreatite no referido exame imaginológico (“paciente 2”). As análises hematológicas revelaram apenas leucocitose, e os exames bioquímicos não apresentaram alterações, assim como as dosagens de lipase específica pancreática, porém observou-se aumento no tempo de tromboplastina parcial ativada. O período de hospitalização compreendeu 24 e 72 horas, respectivamente, uma vez que o animal sem raça definida (“paciente 2”) apresentou-se hipotenso na admissão hospitalar e no período intensivo inicial. Ambos apresentaram evolução clínica favorável, tendo recebido alta no quarto dia após a ingestão do adubo. Desta maneira, conclui-se o prognóstico favorável na dependência da instituição terapêutica precoce, especialmente quando realizada de maneira intensiva.
Palavras chave: ricina, cães, intoxicação por plantas.

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Publicado

27-12-2018

Edição

Seção

Medicina veterinária

Como Citar

Perfil clínico e laboratorial da intoxicação canina por Ricinus communis: Relato de dois caso. (2018). Pubvet, 12(12). https://doi.org/10.31533/pubvet.v12n12a240.1-8