Descorna em bovinos à campo: Ética e bem-estar

Autores

  • Gilberto Serighelli Júnior Serighelli Júnior Universidade do Estado de Santa CAtarina
  • Felipe Comassetto Universidade do Estado de Santa Catarina
  • Pedro Coradassi Universidade do Estado de Santa Catarina
  • Lorenzo Cavagnari Universidade do Estado de Santa Catarina
  • Marcelos De Oliveira Filho Universidade do Estado de Santa Catarina
  • Guilherme Olivo Manfioletti Universidade do Estado de Santa Catarina
  • Gabriela Borges Conterno Universidade do Estado de Santa Catarina
  • Samuel Jorge Ronchi Universidade do Estado de Santa Catarina
  • Nilson Oleskovicz Universidade do Estado de Santa Catarina

DOI:

https://doi.org/10.31533/pubvet.v16n08a1186.1-9

Palavras-chave:

Bovinos, avaliação da dor, descorna, resgate analgésico

Resumo

Objetivou-se avaliar os efeitos analgésicos e cardiorrespiratórios da administração de xilazina ou solução salina pela via intramuscular, associadas ao bloqueio loco regional circular da base do chifre, em bovinos submetidos ao procedimento de descorna pelo método térmico. Utilizaram-se 32 bezerros, com peso médio de 116 ± 58,1 kg e com idade média de 2 ± 1,1 meses, alocados aleatoriamente em dois grupos. O GC (n = 16) recebeu solução salina na medicação pré-anestésica (MPA) e 20 minutos após, administrou-se lidocaína s/v 1 mg kg-1 no bloqueio loco regional; o GX (n = 16) diferiu apenas de GC na MPA, a qual foi realizada com xilazina na dose de 0,05 mg kg-1 pela via intramuscular. Os momentos de avaliação foram: basal (M0); 20 minutos após administração dos tratamentos (M1); 5 minutos após o bloqueio loco regional (M2); ao término do procedimento no corno direito (M3) e ao término do procedimento no corno esquerdo (M4), avaliando nos respectivos momentos: frequência cardíaca, frequência respiratória e temperatura corporal. Avaliou-se ainda, o grau de sedação no momento pré-operatório (M0) e o estímulo álgico no pós-operatório, entre M0 a M5 correspondentes a horas de pós-operatório. Na análise da FC houve uma diminuição de 26,32%, 34,74%, 28,43% e 25,27% de M1 a M4 em relação a M0 em GX. No GC a FC foi menor apenas em M2 (20,58%), quando comparada a M0. Entre grupos a FC foi menor em GX em relação ao GC em 21,34%, 23,45%, 24,44% e 30,39% de M1 a M4. A f foi menor no GX em M1 (30,30%), M2 (33,33%) e M4 (24,24%) em relação ao M0. Entre grupos a f diferiu de M1 a M4, diminuindo respectivamente 39,47%, 24,13%, 20,58% e 30,55% em GX em relação ao GC. Na análise da escala de avaliação de dor, evidenciou-se diferenças apenas em GX em M1 em relação ao M0 para o subitem atividade. Sobre o tempo para resgate analgésico, evidenciou-se que GX 3, 1 e 1 animal necessitaram resgate na primeira, segunda e terceira hora de pós-operatório, enquanto em GC 2, 1 e 1 animal necessitaram resgates nos mesmos momentos descritos para o GX, não ocorrendo diferença estatística para resgates analgésicos no pós-operatório entre os grupos. Assim, conclui-se que mesmo sem diferença estatística nos resgates analgésicos a administração prévia de xilazina para a realização da descorna em bovinos é de extrema importância a qual facilita o manejo, e reduz o estresse da contenção na qual os animais se agitam de maneira expressiva, podendo causar lesões tantos neles quanto em quem está realizando o manejo.

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Publicado

03-08-2022

Edição

Seção

Bem-estar e comportamento animal

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