Impactos econômicos das enfermidades parasitárias em ovinos na Região de São José do Rio Preto

Autores

  • Helenara Machado da Silva Centro Universitário da Fundação Educacional de Barretos https://orcid.org/0000-0002-9810-9199
  • Ricardo Silva Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo
  • Alexandre Pinto Cesar Fazenda Castelo de Santa Maria, Onda Verde
  • Taisa Rezende Fazenda Castelo de Santa Maria, Onda Verde
  • Denis William Johansem Campos Centro Universitário da Fundação Educacional de Barretos https://orcid.org/0000-0001-6841-9623
  • Maria Imaculada Fonseca Universidade Estadual Paulista

DOI:

https://doi.org/10.31533/pubvet.v20n1e1899

Palavras-chave:

Economia, parasitoses, pequenos ruminantes, serviços veterinários

Resumo

O parasitismo em ovinos e seus aspectos econômicos foram determinados em uma propriedade com sistema de criação misto de recria a pasto e terminação no confinamento, na Região de São José do Rio Preto, Estado de São Paulo. Oitenta e seis ovelhas Santa Inês, gestantes, naturalmente infectadas por helmintos gastrintestinais foram distribuídas em dois grupos [n = 43 cada] (GI: manejo adotado – albendazol e GII: manejo sugerido – ivermectina 1%) e examinadas no dia zero e quinzenalmente até suas crias atingirem peso e idade ao abate. Verificou-se que, nas ovelhas e suas crias, a média das contagens de ovos nas fezes (OPG) foi GI: 1864,01 (± 3087,33) e 6280,25 (±822,25) OPG e GII: 730,52 (±132,44) e 10288,23 (±1984,45) OPG, respectivamente. Houve predomínio de Haemonchus sp. (GI: 75,30% e GII: 67,10%), seguido de Trichostrongylus spp. (GI: 24,10% e GII: 31,50%). O peso vivo médio de abate foi de 26,8 (±7,8) kg (GI) e 27,0 ± 0,3 kg (GII) em 120 dias de confinamento para ambos os grupos. A mão de obra (27,31%) e a alimentação animal (56,41%) detiveram os maiores percentuais dos custos da atividade e o custo total por animal foi de R$ 255,33 (US$ 71,17). Os tratamentos parasitários efetuados (79,49%) e, seus custos (62,74%), superaram as perdas de ovinos parasitados (5,67%), calculadas em peso vivo (R$1.050,00) e em carcaça (R$1.046,25). As perdas por causas não parasitárias ultrapassaram os 90,00% (33,96% crias e 60,37% ovelhas), sendo R$11.200,00 em animais vivos e R$11.160,00 em carcaça. Comprovamos que, embora as nematodioses gastrintestinais sejam o problema sanitário mais comum na criação de ovinos e os tratamentos antiparasitários e seus custos sejam responsáveis por uma boa parcela dos gastos na atividade, o que chamou a atenção foi o prejuízo econômico decorrente a causas não parasitárias. Verificamos também a carência de estudos econômicos a campo que contabilizem as perdas por endoparasitoses comparadas a outras causas e o seu impacto na ovinocultura brasileira.

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Publicado

30-01-2026

Edição

Seção

Medicina veterinária

Como Citar

1.
Silva HM da, Silva R, Cesar AP, Cesar TARP, Campos DWJ, Fonseca MI. Impactos econômicos das enfermidades parasitárias em ovinos na Região de São José do Rio Preto. Pubvet [Internet]. 30º de janeiro de 2026 [citado 20º de outubro de 2026];20(01):e1899. Disponível em: https://ojs.pubvet.com.br/index.php/revista/article/view/4557