Impactos econômicos das enfermidades parasitárias em ovinos na Região de São José do Rio Preto
DOI:
https://doi.org/10.31533/pubvet.v20n1e1899Palavras-chave:
Economia, parasitoses, pequenos ruminantes, serviços veterináriosResumo
O parasitismo em ovinos e seus aspectos econômicos foram determinados em uma propriedade com sistema de criação misto de recria a pasto e terminação no confinamento, na Região de São José do Rio Preto, Estado de São Paulo. Oitenta e seis ovelhas Santa Inês, gestantes, naturalmente infectadas por helmintos gastrintestinais foram distribuídas em dois grupos [n = 43 cada] (GI: manejo adotado – albendazol e GII: manejo sugerido – ivermectina 1%) e examinadas no dia zero e quinzenalmente até suas crias atingirem peso e idade ao abate. Verificou-se que, nas ovelhas e suas crias, a média das contagens de ovos nas fezes (OPG) foi GI: 1864,01 (± 3087,33) e 6280,25 (±822,25) OPG e GII: 730,52 (±132,44) e 10288,23 (±1984,45) OPG, respectivamente. Houve predomínio de Haemonchus sp. (GI: 75,30% e GII: 67,10%), seguido de Trichostrongylus spp. (GI: 24,10% e GII: 31,50%). O peso vivo médio de abate foi de 26,8 (±7,8) kg (GI) e 27,0 ± 0,3 kg (GII) em 120 dias de confinamento para ambos os grupos. A mão de obra (27,31%) e a alimentação animal (56,41%) detiveram os maiores percentuais dos custos da atividade e o custo total por animal foi de R$ 255,33 (US$ 71,17). Os tratamentos parasitários efetuados (79,49%) e, seus custos (62,74%), superaram as perdas de ovinos parasitados (5,67%), calculadas em peso vivo (R$1.050,00) e em carcaça (R$1.046,25). As perdas por causas não parasitárias ultrapassaram os 90,00% (33,96% crias e 60,37% ovelhas), sendo R$11.200,00 em animais vivos e R$11.160,00 em carcaça. Comprovamos que, embora as nematodioses gastrintestinais sejam o problema sanitário mais comum na criação de ovinos e os tratamentos antiparasitários e seus custos sejam responsáveis por uma boa parcela dos gastos na atividade, o que chamou a atenção foi o prejuízo econômico decorrente a causas não parasitárias. Verificamos também a carência de estudos econômicos a campo que contabilizem as perdas por endoparasitoses comparadas a outras causas e o seu impacto na ovinocultura brasileira.
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