Osteossíntese de tíbia e fíbula em cão adulto
DOI:
https://doi.org/10.31533/pubvet.v19n11e1867Palavras-chave:
Cirurgia, fratura, ortopediaResumo
A fratura de tíbia e fíbula em cães geralmente é causada por atropelamentos, sendo uma lesão comum e grave. Os principais sinais clínicos incluem dor intensa, inchaço, deformidade e incapacidade de apoiar o membro afetado. O diagnóstico é realizado por meio de exame físico e confirmado com radiografias, que permitem avaliar a gravidade e o tipo de fratura. O tratamento depende da complexidade da lesão: fraturas simples podem ser tratadas com talas ou gesso, embora muitas vezes seja necessária fixação cirúrgica devido à baixa estabilidade natural da tíbia em cães. Fraturas mais graves, deslocadas cominutivas ou expostas requerem intervenção cirúrgica, utilizando pinos intramedulares, placas e parafusos ou fixadores externos para alinhar os ossos. Medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios são fundamentais para o controle da dor e da inflamação. Em alguns casos, a fisioterapia é recomendada para acelerar a recuperação. O período de reabilitação pode variar de 60 a 120 dias, exigindo repouso e acompanhamento veterinário para garantir a adequada cicatrização e prevenir complicações. No presente relato, foi atendido um cão da raça Blue Heeler, com dois anos de idade, apresentando histórico de acidente automobilístico. O exame radiográfico revelou fratura completa e fechada de tíbia e fíbula no membro pélvico direito. O animal foi encaminhado para cirurgia de osteossíntese, utilizando placa bloqueada e fio de Kirschner. No pós-operatório, foram administrados anti-inflamatórios e antimicrobianos. A evolução do tratamento foi favorável, com boa recuperação do paciente. Dessa forma, a técnica cirúrgica empregada mostrou-se eficiente para o caso clínico, considerando a estrutura anatômica e o porte do animal, apresentando resultados satisfatórios na reabilitação.
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