Diabetes mellitus em furões (Mustela putorius furo)
Revisão
DOI:
https://doi.org/10.31533/pubvet.v19n08e1823Palavras-chave:
Endocrinopatias, ferrets, mustelídeoResumo
Os furões vêm ganhando popularidade como animais de companhia, o que tem despertado maior interesse da medicina veterinária por suas doenças, incluindo o diabetes mellitus (DM). No Brasil, sua importação é regulamentada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), que exige a esterilização e a remoção das glândulas anais, como forma de controle populacional e de odor. O pâncreas desses animais exerce funções endócrinas e exócrinas, sendo as células β responsáveis pela produção de insulina. A DM em furões, embora rara, ocorre principalmente entre os dois e sete anos de idade, podendo estar associada a insulinoma, pancreatite e obesidade. Na DM, observa-se hiperglicemia persistente, poliúria, polidipsia, letargia, perda de peso e desidratação. O diagnóstico baseia-se em análises bioquímicas (valor glicêmico anormalmente elevado e aumento da frutosamina sérica), urinálise (glicosúria e outras alterações compatíveis), além de sinais clínicos relatados na anamnese, como polifagia, polidipsia e hiporexia. A necropsia pode revelar lipidose hepática, vacuolização das células β e arteriosclerose. O tratamento é desafiador e geralmente envolve a administração de insulina, como a Insulina Neutra Protaminada Hagedorn (NPH), em doses ajustadas conforme a glicemia do paciente. Apesar dos avanços no estudo das doenças dos furões, ainda há escassez de informações sobre o diabetes mellitus nessa espécie, o que evidencia a necessidade de mais pesquisas.
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