Osteossíntese de fratura sacral tipo III com parafusos e polimetilmetacrilato em gato
Relato de caso
DOI:
https://doi.org/10.31533/pubvet.v20n6e1967Palavras-chave:
Caudectomia, disjunção sacroilíaca, neuropraxia, sacro, traumaResumo
As fraturas sacrais correspondem a cerca de 3% das fraturas do esqueleto axial em pequenos animais e estão frequentemente associadas às fraturas pélvicas, sendo geralmente decorrentes de traumas de alta energia. Na medicina veterinária, a classificação mais utilizada divide essas fraturas em cinco tipos, de acordo com a localização e as estruturas acometidas. As manifestações clínicas variam conforme o grau de comprometimento neurológico, incluindo dor, paresia dos membros pélvicos, alterações dos reflexos, flacidez da cauda e disfunções urinárias e fecais. O tratamento depende do grau de deslocamento vertebral e da presença de déficits neurológicos, destacando-se as técnicas de osteossíntese, especialmente o uso de parafusos associados ao polimetilmetacrilato (PMMA). A ausência de sensibilidade da cauda e as disfunções miccionais estão associadas a pior prognóstico. O presente trabalho tem como objetivo relatar o caso de um felino doméstico diagnosticado com fratura sacral do tipo III (transversa) decorrente de atropelamento, atendido no Hospital Veterinário da Universidade Estadual de Londrina. O paciente foi submetido à osteossíntese sacral utilizando parafusos e polimetilmetacrilato (PMMA), apresentando evolução clínica satisfatória. Até o momento (90 dias após a cirurgia), o paciente permanece sem sequelas neurológicas.
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