Entre o sabor e a segurança alimentar: o potencial antimicrobiano do wasabi no consumo de pescado cru
DOI:
https://doi.org/10.31533/pubvet.v20n3e1926Palavras-chave:
AITC, cultura japonesa, pescado cru, piscicultura, wasabiResumo
A piscicultura tem se consolidado como uma das principais atividades do agronegócio brasileiro, acompanhada pelo crescente consumo de pescado, especialmente em preparações cruas da culinária oriental. Essa expansão, porém, intensifica as preocupações relacionadas à segurança alimentar, uma vez que peixes consumidos in natura podem veicular bactérias patogênicas e parasitas zoonóticos, representando risco à saúde pública. O estudo buscou compreender a relação entre o avanço da piscicultura, a ocorrência de zoonoses e a contaminação bacteriana em peixes destinados ao consumo cru, além de avaliar o potencial antimicrobiano do wasabi, particularmente do isotiocianato de alila (AITC), como ferramenta complementar de segurança sanitária. Realizou-se uma revisão bibliográfica entre agosto e novembro de 2025, utilizando combinações de palavras-chave em português e inglês, incluindo piscicultura, fish-borne zoonoses, consumo de pescado cru e wasabi antimicrobial activity, pesquisadas em bases como SciELO, PubMed, Google Scholar e Periódicos CAPES. Os achados indicam que, embora a piscicultura brasileira esteja em expansão, o aumento do consumo de sushi e sashimi eleva a exposição a microrganismos como Salmonella spp., Staphylococcus aureus, Escherichia coli e Vibrio spp., além de parasitas zoonóticos ainda pouco documentados no país. Paralelamente, estudos mostram que o wasabi, rico em AITC, apresenta atividade antimicrobiana relevante, capaz de inibir bactérias comuns em pescado cru, contribuindo como uma barreira adicional de segurança, embora não substitua práticas essenciais como congelamento, cocção e inspeção sanitária. Conclui-se que o fortalecimento das medidas preventivas e a ampliação das pesquisas sobre contaminação bacteriana e parasitária na cadeia do pescado são fundamentais para garantir um consumo seguro. O wasabi surge como um coadjuvante natural promissor, mas deve atuar de forma complementar às normas sanitárias e ao controle higiênico na produção e manipulação de pescado in natura.
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