Amiloidose sistêmica reativa em cão
Relato de caso
DOI:
https://doi.org/10.31533/pubvet.v20n1e1888Palavras-chave:
Afecção sistêmica, amiloide, depósitos proteicos, inflamação crônica, proteínaResumo
A amiloidose em cães é uma enfermidade caracterizada pelo depósito extracelular de proteínas fibrilares anormais, denominadas amiloides, resultantes de falhas no dobramento proteico e capazes de se acumular em órgãos como rins, fígado, baço e coração. As formas mais comuns são a amiloidose AA, associada à inflamação crônica e à proteína sérica amiloide A, e a AL, relacionada a neoplasias de plasmócitos. O diagnóstico é confirmado por exame histopatológico, e o tratamento é apenas de suporte, com prognóstico reservado. Este trabalho relata o caso de um cão da raça Scottish Terrier, com 12 anos de idade, portador de dermatopatia crônica e abdômen abaolado, no qual exames de imagem evidenciaram neoformação esplênica. O paciente foi submetido à esplenectomia, e a análise histopatológica confirmou amiloidose esplênica. Diante do resultado, suspeitou-se de envolvimento sistêmico, e o animal foi mantido em cuidados paliativos por nove meses, apresentando evolução clínica satisfatória até o surgimento de sinais de insuficiência renal. A necropsia confirmou amiloidose sistêmica reativa (AA), com deposição de amiloide em rins, fígado e linfonodos, além de linfadenite histiocitária multifocal com hemossiderina intralesional, sugerindo inflamação crônica como fator desencadeante. O caso destaca a importância do diagnóstico precoce e do manejo clínico de suporte em enfermidades amiloidogênicas, ainda raramente diagnosticadas em animais vivos.
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