Tráfico de Psitacídeos e disseminação de doenças infecciosas no Brasil
DOI:
https://doi.org/10.31533/pubvet.v20n1e1887Palavras-chave:
Animais silvestres, biodiversidade, conservação, legislação ambientalResumo
Este trabalho aborda o tráfico de psitacídeos no Brasil, destacando seus impactos ambientais, sociais e econômicos. Os psitacídeos, como araras, papagaios e periquitos, são alvos frequentes do comércio ilegal devido às suas cores vibrantes, capacidade de vocalização e valor cultural. O objetivo do estudo foi analisar as causas e as consequências desse crime ambiental, bem como a disseminação de doenças entre esses animais, colocando em pauta a legislação vigente e os desafios relacionados à sua aplicação. Para tanto, foi realizada uma revisão bibliográfica em livros, artigos científicos, legislações e documentos institucionais. A análise revelou que, apesar da existência de instrumentos legais, das normas do IBAMA e da adesão do Brasil à CITES, as punições ainda se mostram brandas e a fiscalização é insuficiente. Esse cenário favorece a continuidade do tráfico, caracterizado pelo alto lucro e baixo risco para os infratores. Conclui-se que o combate efetivo à essa prática exige não apenas o fortalecimento da legislação e da fiscalização, mas também investimentos em educação ambiental e campanhas de conscientização, a fim de sensibilizar a sociedade sobre a importância da preservação da fauna silvestre.
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