O uso da dexmedetomidina em felino submetido a cistotomia
Relato de caso
DOI:
https://doi.org/10.31533/pubvet.v19n12e1874Palavras-chave:
Anestesia veterinária, cistotomia, felino, remifentanilResumo
O presente trabalho teve como objetivo relatar o manejo anestésico de um felino submetido à cistotomia, utilizando um protocolo baseado em dexmedetomidina, remifentanil, propofol e isoflurano. Foi atendido um gato, castrado, da raça Pelo Curto Brasileiro, com cinco anos de idade e 4,7 kg, apresentando prostração, inapetência, hematúria e incontinência urinária. Os exames laboratoriais e ultrassonográficos evidenciaram cistite enfisematosa (diagnóstico sugestivo), presença de cálculos vesicais e discreta nefropatia, indicando a necessidade de cistotomia. A medicação pré-anestésica consistiu em metadona (0,2 mg/kg, IM) e dexmedetomidina (3 µg/kg, IM). A indução foi realizada com propofol (4 mg/kg, IV) e a manutenção com isoflurano em oxigênio a 100%, associada à infusão contínua de remifentanil (20 µg/kg/h, IV). Durante o transoperatório, observou-se apenas bradicardia esperada pela ação da dexmedetomidina, sem ocorrência de hipotensão. O procedimento transcorreu sem intercorrências, sendo realizada a extração de quatro cálculos vesicais. O paciente apresentou boa recuperação anestésica e foi liberado após período de observação. O protocolo utilizado mostrou-se eficaz no controle da dor, promovendo estabilidade hemodinâmica e recuperação satisfatória, reforçando a importância da individualização anestésica em felinos submetidos à cirurgia do trato urinário inferior.
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