Persistência do ducto arterioso em cães jovens
Relato de caso
DOI:
https://doi.org/10.31533/pubvet.v19n08e1815Palavras-chave:
Cardiopatia congênita, ecocardiograma Doppler, tratamento cirúrgicoResumo
O estudo visa relatar três casos de cães com Persistência do Ducto Arterioso (PDA), uma condição congênita comum em cães, caracterizada pela falha no fechamento do ducto arterioso após o nascimento, levando a alterações hemodinâmicas e sinais clínicos como tosse, intolerância ao exercício e cianose. O diagnóstico foi realizado com base na ausculta cardíaca, que revelou sopro contínuo característico de PDA, e foi confirmado por ecocardiograma Doppler, que permitiu avaliar a direção do fluxo sanguíneo, classificado como PDA clássico (fluxo da esquerda para a direita). A radiografia torácica, realizada em um dos casos, evidenciou cardiomegalia e congestão dos vasos pulmonares. Em dois animais, o tratamento inicial incluiu medicamentos como inotrópicos, diuréticos e anti-hipertensivos, que controlaram os sintomas, mas não corrigem a condição. A correção cirúrgica, por toracotomia, foi indicada e realizada com sucesso nos três casos. A evolução pós-operatória foi favorável em todos os casos, com recuperação clínica satisfatória e ausência de recidiva dos sinais clínicos. A análise dos casos revelou que o diâmetro do ducto arterioso influencia a idade de aparecimento dos sintomas, com os animais com maior diâmetro apresentando sinais clínicos mais precocemente. Além disso, a literatura sugere que a não realização da correção cirúrgica até o primeiro ano de vida está associada ao aumento significativo na mortalidade, destacando a importância da intervenção precoce para melhorar o prognóstico dos animais. Em conclusão, a correção cirúrgica é o tratamento de escolha para o PDA clássico e, quando realizada precocemente, pode proporcionar uma recuperação satisfatória e resolução dos sinais clínicos.
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